Liberdade não tem Preço!

Picasa ou F-Spot no GNU/Linux?

Para quem não sabe, existe uma versão do Picasa para o nosso amado GNU/Linux. Este organizador, editor e até compartilhador de imagens, deslumbra muitos usuários com seus recursos. Mas ao contrário do que muitos pensam, o Picasa que é gratuito, não é Open Source, ou seja, a Google (desenvolvedora do Picasa) disponibiliza os binários para que você execute o aplicativo, mas não lhe dá o código fonte para que você o corrija, melhore e adapte. O que para nós entusiastas do Software Livre parece um “atentado” a liberdade do usuário.

O Picasa organiza suas fotos por datas e categorias, além de transferir as imagens diretamente de sua câmera digital (ou uma mídia removível) para o seu álbum de fotos, ele permite que você compartilhe suas imagens com o Álbum de Fotos Web do Picasa e as imprima facilmente, possibilita que você “edite” suas fotos quanto a recorte, coloração, transparências, brilhos e outras “perfumarias” mais. Você ainda pode classificar suas imagens com estrelas ;-) e criar marcadores para distinguir suas fotos umas das outras. O Picasa permite ainda que você proteja determinado álbum com senha! Você pode legendar suas imagens. Ele ainda se integra com os blogs do serviço Blogger (também do Google), cria belas apresentações de slides e possui um assistente simples para gravar suas imagens em um CD. Ainda é possível criar proteções de tela com as imagens do álbum, criar posters (divir a imagem em páginas) e fazer colagens! E não acaba por aí, existem outros excelentes recursos não citados acima.

Já o F-Spot, é software livre, está incluso nas distribuições que utilizam o GNOME como ambiente desktop, organiza suas imagens em datas, categorias e cria uma timeline para que por meio de “gráficos” você possa encontrar as suas imagens. Também é um simples editor de imagens: redimensiona, recorta, faz colagens e até muda a cor dos olhos ;-) . Você pode criar suas tags para classificar suas imagens, e utilizar ícones para diferencia-las visualmente. Assim como o Picasa, de maneira simples exporta imagens para um CD (ou outra mídia removível), criando belas apresentações de slides e filmes ao estilo “Window$ Movie Maker”. Possibilita que suas imagens sejam exportadas para o Picasa (Web), Flicker, SmugMug, 23hq e FaceBook. E se sentir vontade de explorar ainda mais, o time de documentação do F-Spot criou um Guia do Usuário.

  • O Picasa pode ser baixado aqui: Picasa Download
  • Já o F-Spot está nos repositórios das mais importantes distribuições, mas também pode ser baixado no site do projeto: F-Spot Download

Tire a sua própria conclusão!

The Pirate Bay vendido por US$ 7,8 milhões

Após a “cultuada” aparição de Peter Sunde no FISL 10 que ocorreu semana passada em Porto Alegre, é noticiada a venda do talvez mais famoso site de Torrents do mundo.

A empresa Global Gaming Factory (GGF) anunciou a aquisição do The Pirate Bay pelo equivalente a US$ 7,8 milhões. Em comunicado, a GGF afirmou que o site precisa de um novo modelo de negócios para sobreviver.

Um comunicado no blog do Pirate Bay comenta a aquisição, dizendo que está sendo vendido por um preço abaixo de seu valor e que “dinheiro não é o que importa”.

“A parte interessante é ter as pessoas certas e com a atitude certa administrando o site. Na internet, o que não evolui morre”, diz o texto.

O comunicado do Pirate Bay informa que os lucros da venda serão destinados a ajudar projetos de liberdade de expressão e abertura na rede.

Software Livre no Irã

Iran FOSS

Iran FOSS

Você já deve estar saturado de informações sobre as eleições no Irã, o que é comum na mídia brasileira que sempre bate na mesma “tecla”. Mas ao contrário do que muita gente pensa, o Irã é um país da juventude, o terceiro país que mais bloga no planeta, o que comprova que o Irã é Uma Nação de Bloggers. Além disso, se você assim como eu, é um viciado no Twitter, já deve ter percebido que o tópico #iranelection está no topo do Trending Topics do Twitter, ou seja, é o assunto mais twittado no momento. Os internautas iranianos tem utilizado essa ferramenta como forma de protesto e organizar manifestações.

O que isto tem haver com Software Livre? Sendo o Irã um país com um grande número de internautas podemos deduzir que existe um movimento forte do Software Livre neste país! E é sobre isto que irei falar neste artigo.

A mais de 15 anos utiliza-se Software Livre em muitas universidades iranianas, iniciado pelo projeto da Sharif University que desenvolveu uma distribuição GNU/Linux nacional, a partir de 2001 foi iniciado um estudo de viabilidade do GNU/Linux no centro de pesquisas  TIC Sharif University, alguns meses depois o projeto foi apresentado ao governo e após 2 anos de um trabalho árduo o software livre e principalmente o GNU/Linux foi adotado oficialmente, iniciando assim a saga do FOSS no Irã!

Nem só de argumentos financeiros se resume a decisão do governo iraniano na época, os principais motivos da adoção foram a possibilidade de construir uma infra-estrutura de segurança tecnológica, independente de fornecedores e assim promover a industria local de software.

Os objetivos do projeto FOSS no Irã são popularizar o software livre como uma alternativa ao uso empresarial, doméstico e governamental, possibilitando a existência e manutenção de sistemas em linguagem Persa. Além de estimular e valorizar a cultura do Software Livre no país.

As políticas para o sucesso da implementação do código aberto no país apoia-se no trabalho conjunto de várias instituições, dividindo o trabalho em setores em função da produtividade. O governo elabora as políticas e financia o projeto, a universidade conduz o projeto tecnicamente – “pondo a mão no código” – e algumas empresas privadas colaboram com projetos de internacionalização dos sistemas. A comunidade relata os bugs e ajuda os novos utilizadores a encontrar soluções com ferramentas de código aberto. E ainda todos tem acesso aos materiais de formação e dados sobre os gastos financeiros do projeto.

Os principais projetos iranianos com Software Livre são baseados no suporte a lingua persa em sistemas GNU/Linux, são eles: “Unicode Bi-directional Algorithm and Joining,” “Persian Sorting, Loose Searching and Persian Locale Requirements”, “The Jalali Calendar”, “Persian Keyboard”, and “Persian Open Type and Reference Font”. Projetos que são aplicados nas seguintes bibliotecas de código aberto: glibc (Biblioteca GNU para linguagem C), bibliotecas base do KDE (QT Kdebase, biblioteca base do GNOME (gtk +), e nos servidores: com MySQL, PostgreSQL, IMP  e webmin, todos concluídos. E nos desktops Korganizer, Novell Evolution, aspell, OpenOffice.org, Mozilla (em andamento), traduções do GNOME e KDE e ainda um dicionário Persa-Inglês. Tudo isso hospedado e compartilhado livremente em http://projects.foss.ir/

Não poderia falar tanto do Software Livre no Irã sem citar suas principais distribuições:

  • Shabdix: Distribuição GNU/Linux com Live CD, baseada no Knoppix e com a interface Persa. Esta foi a primeira distribuição iraniana, e busca ser fácil para usuários “normais”.
  • Learnux: Uma distribuição baseada em Slack, que busca servir de base para o aprendizado, vem com muito material voltado a educação em diferentes formas de mídias e documentos.
  • Parsix: Também baseada no Knoppix mas também em Debian Sid, utiliza de ambiente de desktop GNOME e é mantida pelo Iran GNU/Linux User Group (www.ilug.org)
  • Karamad: Distro mantida pela DPI, a principal empresa de TI do país. É uma distro comercial e possuí variações para diferentes formas de uso: Servidores, Desktops e etc..
  • Sharif Linux: Uma distribuição baseada em Fedora com interface Persa.
  • Farlix: Mais uma baseada em Slack, com interface Persa.

Infelizmente o governo do Irã ainda não é “100% Software Livre”, pois ainda não há uma empresa que mantenha totalmente uma solução de código aberto para o país. Mas com o avanço do FOSS no Irã, este objetivo caminha para a realização.

O que se torna difícil pois muitas empresas vêm o Software Livre como inimigo, como uma maneira de substituir totalmente o Window$, que é o foco de muitas empresas da área de TI do país. Já com servidores a história é diferente, os benefícios do FOSS são conhecidos e o governo o exige ao contratar serviços terceirizados.

Já existem empresas obtendo lucros com Software Livre no Irã, o modelo de negócios baseia-se no suporte e migração de sistemas, personalização de distro (sistema operacional), e configuração/manutenção de servidores (unanimidade do Software Livre no país e mundo a fora).

As principais comunidades de software livre no país são: www.Lugir.org, www.technotux.org, www.irantux.org e  www.foss.ir

Em 2006 o GNU/Linux passou a fazer parte de uma formação profissional no país e houve o lançamento do livro: “Introduction to Free/Open ource software”.

Conheça a FOSS.ir

Iran
GNU/Linux User Group (www.ilug.org)

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